| Conservar Património |
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Conservar Património,
n.º 9 , 2009,
pp. 67-76

 

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O restauro do património móvel em Évora no contexto de Quinhentos: os Panos de Armar de D. Mariana de Castro, condessa de Tentúgal

Antónia Fialho Conde
Departamento de História da Universidade de Évora / CIDEHUS (Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora)
mconde@uevora.pt

Resumo

A acção que hoje reconhecemos como restauro, e a atitude e princípios que a justificam e mobilizam, está documentada desde há muito tempo. A oficialização desta atitude de salvaguarda, especialmente consagrada na legislação, nacional e internacional, não foi a única responsável para que hoje nos encontremos mais despertos para esta problemática. As pessoas e as instituições, ao longo da História, conseguiram demonstrar, como documentalmente se prova, quão sensíveis podem ser à preservação do património. No caso português, e muito particularmente no caso de Évora, temos o exemplo de D. Mariana de Castro, que, em 1597, se preocupou com o conserto de uns panos de armar, revelando a sua exigência em relação ao trabalho do oficial a preocupação pela garantia de qualidade por parte de uma elite local acostumada ao estatuto de Évora enquanto assento de Corte, segunda cidade do reino em Quinhentos, cidade de intelectuais, de escritores, humanistas e poetas, de pintores, escultores e músicos, mas também de tecelões e tapeceiros, que se multiplicavam para dar resposta às solicitações de um público que se acostumara a ser exigente.

Palavras-chave

Restauro; Tapeçaria; Panos de Armar; Património.

Idioma

Português

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