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Conservar Património,
n.º 9 , 2009,
pp. 37-46

 

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Superfícies policromadas em terra

Maria Fernandes
Arquitecta, Mestre em Recuperação do Património Arquitectónico e Paisagístico, Doutoranda em arquitectura na Universidade de Coimbra e investigadora do CEAUCP, Centro de Estudos Arqueológicos das Universidade de Coimbra e Porto
maria.aleixo@sapo.pt

Resumo

A arquitectura de terra é por definição uma construção frágil no início de vida. A sua resistência construtiva é conquistada e só adquire essas características ao fim de alguns anos, desde que a manutenção seja uma constante. Este ciclo de construção/conservação é um imperativo da arquitectura de terra; sem ele, não seria possível ainda hoje desfrutarmos de património com mais de 5 000 anos de existência. No panorama universal, as superfícies arquitectónicas de terra desempenham um papel fundamental – o da protecção dos paramentos subjacentes. A sucessiva manutenção destas camadas de protecção confere às construções de terra uma maior resistência à degradação física e durabilidade. Para além da função protectora, as superfícies em terra, ornamentadas ou lisas, coloridas ou não, desempenham ainda um forte papel decorativo, carregado de emoções, símbolos, magias, códigos e beleza únicos. O presente texto, apresentado no encontro Colours 2008 sob o título “Earth colours finishes in earthen architecture”, tem como objectivo a descrição sumária de algumas técnicas decorativas de terra, dos seus múltiplos significados e símbolos, das cores, das formas e da sua actualidade em África, na América do Sul e na Ásia.

Palavras-chave

Arquitectura de terra; superfícies arquitectónicas.

Idioma

Português

Material adicional

Figuras (1.43 MB)

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