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Cimento natural e restauro de pedra na Catedral de Bourges (França)C. Gosselin V. Verges-Belmin A. Royer G. Martinet ResumoO cimento natural, ou “cimento romano”, foi inventado no final do século XVIII e desempenhou um papel importante no desenvolvimento de obras de engenharia civil até à década de 1860. Surpreendentemente, foi também utilizado no restauro de edifícios históricos, incluindo catedrais góticas. O presente artigo incide sobre a mineralogia e a durabilidade do cimento natural, no caso particular da Catedral de Bourges, em França. Este estudo ilustra o interesse deste material, particularmente adaptado à reparação ou substituição de pedra. Ao contrário de argamassas tradicionais, as presentes amostras foram executadas com pasta de cimento limpa, revelada pela ausência de adições minerais como areias de quartzo ou calcário. Foi utilizada uma combinação de diversas técnicas (SEM-EDS, TGA, XRD) para determinar a composição do ligante hidráulico, rico em hidratos de aluminato de cálcio. As margas cruas que originaram o cimento continham pirites oxidadas, que constituem potenciais fontes de contaminação por sulfatos para o calcário circundante. A exposição do cimento em ambiente urbano levou a algumas características de alteração como a sulfatação atmosférica. Finalmente, foi conduzida uma abordagem petrofísica, baseada na porosidade acessível à água, absorção capilar e resistência à compressão, para demonstrar a durabilidade e a compatibilidade do cimento romano quando aplicado como argamassa de restauro em edifícios históricos. Palavras-chaveCatedral de Bourges; durabilidade; mineralogia; cimento natural. Material adicionalFiguras (1.01 MB)
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