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Sobre a revista Números |
Pigmentos e corantes das obras de arte em Portugal, no início do século XVII, segundo o tratado de pintura de Filipe NunesAntónio João Cruz ResumoO tratado sobre a Arte da Pintura de Filipe Nunes, publicado pela primeira vez em 1615, é uma obra de grande importância para o estudo dos materiais e das técnicas empregues na pintura em Portugal no século XVII, especialmente na sua primeira metade. Porém, os pigmentos e os corantes aí mencionados nem sempre são de fácil identificação devido às mudanças de nomenclatura que entretanto ocorreram, pelo que o estudo realizado pretendeu fazer o levantamento desses materiais e estabelecer a sua correspondência com as actuais designações. Nos casos em que essa identificação não é evidente, considerou-se a informação proporcionada pelo tratado, os estudos relevantes para o assunto já publicados e as fontes documentais tanto quanto possível da época. Desta forma chegou-se a um conjunto de 24 pigmentos e 10 corantes, ainda que subsistam dúvidas a respeito de alguns, que constitui um quadro de referência que será útil ter em conta quer na análise das obras de arte, quer nas intervenções de conservação e restauro, quer na interpretação de outros tratados. Adicionalmente, este estudo pôs em evidência a grande diversidade de corantes que podiam ser usados em obras de arte, o que, contrastando com as poucas identificações que têm sido efectuadas através de análise química de obras de arte, sugere uma linha de investigação que deverá ser objecto de redobrada atenção na qual os conservadores-restauradores terão um papel fundamental. Palavras-chavePigmentos; corantes, lacas, cores; pintura; escultura; tratados. IdiomaPortuguês
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