| | Conservar Património | | |||||||
| English version | |||||||
|
Sobre a revista Números |
Óleos, pintura e químicaMaria Eduarda Machado de Araújo ResumoNa pintura a óleo o artista utiliza um óleo vegetal como veículo do pigmento que pretende aplicar. Este óleo, inicialmente líquido, transforma-se num fino filme sólido que fixa o pigmento. Muitas reacções químicas estão envolvidas na secagem do óleo e também no seu envelhecimento. A secagem do óleo é um processo contínuo que começa com a formação de peróxidos por oxidação das cadeias dos ácidos gordos insaturados que constituem o triglicérido. Após a sua formação, estes peróxidos sofrem uma série de reacções químicas que levam à criação de novas ligações entre as cadeias dos ácidos gordos, o que conduz à formação de um filme sólido. A identificação do óleo usado numa pintura pode ser feita através da razão entre a quantidade de ácido palmítico e esteárico (P/S) presente no filme, a qual é determinada por meio de técnicas cromatográficas (CG) e/ou espectroscópicas. A análise por CG-EM ou FTIR do tipo de esteróides presente, esteróis vegetais ou colesterol, permite determinar se se está em presença de uma pintura a óleo ou de uma pintura a têmpera, em que o ovo foi utilizado como veículo aglutinante. IdiomaPortuguês Palavras-chaveÓleo, pintura, secagem, envelhecimento, peróxidos.
|
||||||
![]() |
ARP | Associação Profissional de Conservadores-Restauradores de Portugal |