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N.º 35
2020
pp. 131-140

 

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Nota
Ad futuram Regis memoriam. A história conservativa do túmulo do rei D. Dinis: mitos e realidade

Giulia Rossi Vairo 

IEM - Instituto de Estudos Medievais, NOVA - Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Colégio Almada Negreiros, Campus de Campolide, 1070-312 Lisboa; CIEBA - Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, FBAUL - Faculdade de Belas-Artes, Largo da Academia Nacional de Belas Artes 4, 1249-058 Lisboa

grossivairo@fcsh.unl.pt

Resumo

O presente artigo pretende proporcionar, com base na investigação desenvolvida até ao momento, um breve excursus sobre a história conservativa do túmulo do rei D. Dinis, um unicum no panorama da arte portuguesa da primeira metade do século XIV e peça emblemática da escultura medieval europeia. Por outro lado, o texto questiona algumas afirmações acerca deste tópico transmitidas acriticamente, ao longo dos anos, pela historiografia artística nacional, formulando observações, considerações e raciocínios, baseados na análise e na recognição visual e material da obra, assim como no aprofundamento do contexto histórico de referência. Nesta perspetiva, o artigo propõe uma revisão da literatura existente sobre os restauros do monumento e, ao mesmo tempo, revisitar o próprio tema do(s) restauro(s) no túmulo, no sentido de quantificar as intervenções e os danos sofridos por este, quer por efeito de catástrofes naturais, quer pela mão do homem.

Palavras-chave

Túmulo do rei D. Dinis
Escultura medieval
História do Restauro
Intervenção de conservação

Idioma

Português

DOI

10.14568/cp2018076

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Citação

Conservar Património | APA | Chicago | NP405 | ABNT

Conservar Património:
Rossi Vairo, G., 'Ad futuram Regis memoriam. A história conservativa do túmulo do rei D. Dinis: mitos e realidade', Conservar Património 35 (2020) 131-140, https://doi.org/10.14568/cp2018076.

APA:
Rossi Vairo, G. (2020). Ad futuram Regis memoriam. A história conservativa do túmulo do rei D. Dinis: mitos e realidade. Conservar Património, 35 131-140. DOI:10.14568/cp2018076.

Chicago:
Rossi Vairo, Giulia. 2020. "Ad futuram Regis memoriam. A história conservativa do túmulo do rei D. Dinis: mitos e realidade." Conservar Património 35:131-140. doi:10.14568/cp2018076.

NP405:
ROSSI VAIRO, Giulia – Ad futuram Regis memoriam. A história conservativa do túmulo do rei D. Dinis: mitos e realidade. Conservar Património. [Em linha]. 35 (2020) 131-140 [Consult. ]. Disponível em WWW: <URL:https://doi.org/10.14568/cp2018076>. ISSN 21829942.

ABNT:
ROSSI VAIRO, Giulia. Ad futuram Regis memoriam. A história conservativa do túmulo do rei D. Dinis: mitos e realidade. Conservar Património, Lisboa, v. 35, p. 131-140, 2020. Disponível em: <https://doi.org/10.14568/cp2018076>. Acesso em: .

História

Recebido: 2018-12-10
Revisto: 2019-12-5
Aceite: 2020-2-13
Online: 2020-5-30

Referências

1 Rossi Vairo, G., 'D. Dinis del Portogallo e Isabel d'Aragona in vita e in morte. Creazione e trasmissione della memoria nel contesto storico e artistico europeo', Tese de Doutoramento em História da Arte Medieval, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa (2014).

2 Rossi Vairo, G., 'Un caso emblematico (e dimenticato) della scultura funeraria trecentesca europea: il monumento funebre del re Dinis di Portogallo (1279-1325)', Arte Medievale (2017) 167-192.

3 Os túmulos de D. Dinis e do Infante. Um Novo Olhar, catálogo da exposição, Câmara Municipal de Odivelas, Odivelas (2017).

4 Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), Memórias Paroquiais de 1758, fls. 59-69.

5 Borges de Figueiredo, A., O Mosteiro de Odivelas. Casos de reis e memórias de freiras, Livraria Ferreira, Lisboa (1889).

6 4K - Wilton Trindade, S., Relatório da intervenção dos túmulos de D. Dinis e do Infante na Igreja do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo em Odivelas, Lisboa (2017).

7 Sousa, A. C., Provas da História genealógica da Casa real portuguesa, Atlântida - Livraria Editora, Coimbra (1946-1957).

8 Cardoso, G., Agiológio Lusitano, Officina Craesbeekiana, Lisboa (1652).

9 Rossi Vairo, G., 'Um caso de "circulação" e "transformação" de património integrado: o túmulo do rei D. Dinis', in Dinâmicas do Património Artístico. Circulações, Transformações e Diálogo, eds. C. Moura Soares & V. Mariz, ARTIS - Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa (2018) 295-303.

10 Cordeiro de Sousa, J. M., 'Malfeitorias no túmulo do rei dom Dinis', Revista de Guimarães, 76(1966), 2-7.

11 'O corpo do rei D. Deniz encontra-se ainda no seu túmulo de Odivelas', O Século, 16 de maio de 1938.

12 Matos Sequeira, G., 'O pano de seda da mortalha do rei D. Deniz é um precioso documento têxtil do século XIV', O Século, 2 de Junho de 1938.

13 Soares Moura, C.; Neto, M. J., Almeida Garrett: a 'Viagem' e o Património, Caleidoscópio, Lisboa (2015).

14 Almeida Garrett, J., Lyrica de João Mínimo. Publicada pelo auctor do resummo de Historia, de Lingua e Poesia Portugueza, do Poema Camões, D. Branca, Adozinda, etc., Sustenance e Stretch, London (1829).

15 Jornal das Belas Artes, s. n. (1843-44), 38.

16 Cordeiro de Sousa, J. M., 'Malfeitorias no túmulo do rei dom Dinis', Revista de Guimarães, 76(1966), 5.

17 Arquivo Pitoresco, 5(1862), 77-79.

18 ANTT, Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria, maço 442, 10: Restauração do túmulo d'El-Rei D. Dinis no convento de Odivellas (1895, Agosto, 12, Lisboa).

19 Barbosa Vilhena, I., 'Crónica de Odivellas', O Occidente, 9(278) (1886), 203-204.

Endereço persistente: https://doi.org/10.14568/cp2018076

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