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N.º 29
2018
pp. 25-39

 

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Artigo
Caracterização química, física e mineralógica da colecção de azulejos hispano-mouriscos do Museu de Lisboa - Teatro Romano

Ana Sofia Leal1,2,, Luís C. Alves3 , Susana Coentro1,2,4 , Sílvia Pereira5 , Cátia Relvas6, Teresa Ferreira6,7 , José Mirão6,8 , Lídia Fernandes9, Vânia Solange Muralha2 

1 Departamento de Conservação e Restauro, Faculdade de Ciência e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, 2829-516 Caparica, Portugal

2 VICARTE, Unidade de Investigação Vidro e Cerâmica para as Artes, Faculdade de Ciência e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, 2829-516 Caparica, Portugal

3 Centro de Ciências e Tecnologias Nucleares, Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, Estrada Nacional 10, 2695-066 Bobadela LRS, Portugal

4 LAQV-REQUIMTE, DQ, FCT, Universidade Nova de Lisboa, 2829-516 Caparica, Portugal

5 Laboratório Nacional de Engenharia Civil – LNEC, Av. Brasil 101, 1700-066 Lisboa, Portugal

6 Laboratório HERCULES, Universidade de Évora, Largo Marquês de Marialva 8, 7000-809 Évora, Portugal

7 Departamento de Química, Universidade de Évora, Rua Romão Ramalho, 59, 7000-671 Évora, Portugal

8 Departamento de Geociências, Universidade de Évora, Rua Romão Ramalho, 59, 7000-671 Évora, Portugal

9 Museu de Lisboa – Teatro Romano, Pátio do Aljube 5, 1100-091 Lisboa, Portugal

* anasleal@gmail.com

Resumo

Neste trabalho estuda-se um conjunto de fragmentos de azulejos hispano-mouriscos do espólio do Museu de Lisboa - Teatro Romano. Apresenta-se a caracterização química e morfológica dos vidrados e do corpo cerâmico e a caracterização mineralógica deste último. Os vidrados são plúmbicos, sendo que os de cor branca e azul devem a sua opacidade a SnO2 (4-11 %). As restantes cores apresentam teores de SnO2 inferiores a 2 %. O corpo cerâmico é típico de pastas calcíticas, sendo os teores de CaO de 16-28 % e de Fe2O3 de 4-5 %, este último responsável pela cor creme/ rosada. O estudo mineralógico permitiu identificar volastonite, calcite, diópsido e plagioclases cálcicas. Os resultados indicam que as temperaturas de cozedura foram geralmente próximas de 1000 ºC enquanto em alguns casos terão provavelmente estado mais perto dos 900 ºC. A caracterização física revelou valores de 30-42 % para a porosidade aberta, distribuição de tamanho de poros bimodal, absorção máxima de água de 16-26 % e coeficientes de absorção de água por capilaridade de 1,5-6,1 kg·m-2·h-1/2.

Palavras-chave

Azulejos hispano-mouriscos
Vidrados plúmbicos
Corpo cerâmico
Composição química
Características físicas
Escavação arqueológica

Idioma

Português

DOI

10.14568/cp2017011

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Conservar Património | APA | Chicago | NP405 | ABNT

Conservar Património:
Leal, A. S.; Alves, L. C.; Coentro, S.; Pereira, S.; Relvas, C.; Ferreira, T.; Mirão, J.; Fernandes, L.; Muralha, V. S., 'Caracterização química, física e mineralógica da colecção de azulejos hispano-mouriscos do Museu de Lisboa - Teatro Romano', Conservar Património 29 (2018) 25-39, https://doi.org/10.14568/cp2017011.

APA:
Leal, A. S., Alves, L. C., Coentro, S., Pereira, S., Relvas, C., Ferreira, T., Mirão, J., Fernandes, L., & Muralha, V. S. (2018). Caracterização química, física e mineralógica da colecção de azulejos hispano-mouriscos do Museu de Lisboa - Teatro Romano. Conservar Património, 29 25-39. DOI:10.14568/cp2017011.

Chicago:
Leal, Ana Sofia, Luís C. Alves, Susana Coentro, Sílvia Pereira, Cátia Relvas, Teresa Ferreira, José Mirão, Lídia Fernandes, and Vânia Solange Muralha. 2018. "Caracterização química, física e mineralógica da colecção de azulejos hispano-mouriscos do Museu de Lisboa - Teatro Romano." Conservar Património 29:25-39. doi:10.14568/cp2017011.

NP405:
LEAL, Ana Sofia [et al.] – Caracterização química, física e mineralógica da colecção de azulejos hispano-mouriscos do Museu de Lisboa - Teatro Romano. Conservar Património. [Em linha]. 29 (2018) 25-39 [Consult. ]. Disponível em WWW: <URL:https://doi.org/10.14568/cp2017011>. ISSN 21829942.

ABNT:
LEAL, Ana Sofia et al. Caracterização química, física e mineralógica da colecção de azulejos hispano-mouriscos do Museu de Lisboa - Teatro Romano. Conservar Património, Lisboa, v. 29, p. 25-39, 2018. Disponível em: <https://doi.org/10.14568/cp2017011>. Acesso em: .

História

Recebido: 2017-3-23
Revisto: 2017-11-19
Aceite: 2017-12-2
Online: 2017-12-10
Publicação: 2018-9-29

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Endereço persistente: https://doi.org/10.14568/cp2017011


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