English version
N.º 27
2018
pp. 13-22

 

< Anterior Seguinte >

Artigo
Materializar o intangível: a documentação da obra Luís Vaz 73 (1975), de Jorge Peixinho e Ernesto de Sousa

Hélia Marçal1,2,3 , Andreia Nogueira1,2,4,, Rita Macedo1,2 

1 Departamento de Conservação e Restauro, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, Caparica, Portugal

2 IHA – Instituto de História da Arte, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal

3 Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa, Portugal

4 CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal

* andreia_tinta@hotmail.com

Resumo

Refletindo sobre a problemática da conservação da arte contemporânea, este artigo discute o processo de documentação de Luís Vaz 73 (1975), uma obra concebida pelo artista plástico Ernesto de Sousa (1921-1988) e pelo compositor, pianista e maestro, Jorge Peixinho (1940-1995). O processo de documentação consistiu em quatro passos: identificação do problema de conservação que contextualiza o processo de documentação; recolha de documentação publicada e não publicada; produção de documentação, incluindo a realização de entrevistas; e sistematização e avaliação, que organiza a informação e expõe as falhas do próprio processo. Esta metodologia de documentação abre uma perspetiva que assenta na relação entre a produção de documentação e a sua aplicação na (re-)apresentação da obra, procurando uma abordagem reflexiva que identifica os desafios de cada passo deste processo, e informando futuras gerações sobre a conservação da obra.

Palavras-chave

Documentação
Arte da performance
Conservador-restaurador
Intangível
Colaboração

Idioma

Português

DOI

10.14568/cp2016042

Download

PDF

Importar referência

RIS | Endnote

Citação

Conservar Património | APA | Chicago | NP405 | ABNT

Conservar Património:
Marçal, H.; Nogueira, A.; Macedo, R., 'Materializar o intangível: a documentação da obra Luís Vaz 73 (1975), de Jorge Peixinho e Ernesto de Sousa', Conservar Património 27 (2018) 13-22, https://doi.org/10.14568/cp2016042.

APA:
Marçal, H., Nogueira, A., & Macedo, R. (2018). Materializar o intangível: a documentação da obra Luís Vaz 73 (1975), de Jorge Peixinho e Ernesto de Sousa. Conservar Património, 27 13-22. DOI:10.14568/cp2016042.

Chicago:
Marçal, Hélia, Andreia Nogueira, and Rita Macedo. 2018. "Materializar o intangível: a documentação da obra Luís Vaz 73 (1975), de Jorge Peixinho e Ernesto de Sousa." Conservar Património 27:13-22. doi:10.14568/cp2016042.

NP405:
MARÇAL, Hélia [et al.] – Materializar o intangível: a documentação da obra Luís Vaz 73 (1975), de Jorge Peixinho e Ernesto de Sousa. Conservar Património. [Em linha]. 27 (2018) 13-22 [Consult. ]. Disponível em WWW: <URL:https://doi.org/10.14568/cp2016042>. ISSN 21829942.

ABNT:
MARÇAL, Hélia; NOGUEIRA, Andreia; MACEDO, Rita. Materializar o intangível: a documentação da obra Luís Vaz 73 (1975), de Jorge Peixinho e Ernesto de Sousa. Conservar Património, Lisboa, v. 27, p. 13-22, 2018. Disponível em: <https://doi.org/10.14568/cp2016042>. Acesso em: .

História

Recebido: 2016-12-11
Revisto: 2017-2-8
Aceite: 2017-3-1
Online: 2017-5-4

Referências

1 Ruivo, A., ‘Luís Vaz 73: cinco etapas e um preâmbulo’, in Anos 70 – Atravessar Fronteiras, ed R. H. da Silva, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (2009) 160-63.

2 Muñoz Viñas, S., Contemporary Theory of Conservation, Routledge, Oxford (2004).

3 Avrami, E.; Mason, R.; de la Torre, M., Values and Heritage Conservation Research Report, The Getty Conservation Institute, Los Angeles (2000).

4 Hummelen, I., ‘The conservation of contemporary art. New methods and strategies?’, in Mortality Immortality?: The Legacy of 20th-century Art, ed. M. A. Corzo, Getty Conservation Institute, Los Angeles (1999) 171-174.

5 van de Vall, R.; Hölling, H.; Scholte, T.; Stigter, S. ‘Reflections on a biographical approach to contemporary art conservation’, in ICOM-CC 16th Triennial Meeting Preprints, Lisbon, 19-23 September, ed. J. Bridgland, Critério, Almada (2011) paper 1918.

6 Marçal, H.; Macedo, R.; Nogueira, A.; Duarte, A., ‘Whose decision is it? Reflections about a decision making model based on qualitative methodologies’, CeROArt (2013), http://ceroart.revues.org/3597 (acesso em 2016-10-24).

7 Dekker, A.; Wijers, G.; van Saaze, V., ‘The art of documentation’, Notation/ RTRSRCH 2(2) (2010) 22-27.

8 Nogueira, A.; Marçal, H., ‘The challenges of documenting Francisco Tropa’s oeuvre: variability and inter-artworks relationships’, Revista de História da Arte – Série W 4 (2015) 65-76 http://revistaharte.fcsh.unl.pt/ (acesso em 2017-04-06).

9 van Saaze, V., ‘In the absence of documentation: remembering Tino Sehgal’s Constructed Situations’, Revista de História da Arte – Série W 4 (2015) 55-63, http://revistaharte.fcsh.unl.pt/ (acesso em 2017-04-06).

10 Carvalho, A., Os Museus e o Património Cultural Imaterial: Estratégias para o Desenvolvimento de Boas Práticas, Edições Colibri, Lisboa (2011).

11 Nogueira, A.; Macedo, R.; Pires, I., ‘Where contemporary art and contemporary music preservation practices meet: The case of Salt Itinerary’, Studies in Conservation 61 (Supplement 2) (2016) 153-159, https://doi.org/10.1080/00393630.2016.1188251.

12 Sousa, E., LV’73, Galeria Nacional de Arte Moderna de Belém, Lisboa (1976).

13 Eco, U., ‘The poetics of the open work’, in Participation (Whitechapel Documents of Contemporary Art), ed. C. Bishop, Whitechapel-Cambridge (2006) 20-40.

14 Alves, I., ‘Entrevista a Isabel Alves por Andreia Nogueira e Hélia Marçal, realizada na residência da entrevistada, a 6 de Março de 2015’ (2015).

15 van Saaze, V., ‘From intention to interaction’, in Art d’Aujourd’hui, Patrimoine de Demain: Conservation et Restauration des Œuvres Contemporaines, SFIIC, Champs-sur-Marne (2009) 20-28.

16 Marçal, H.; Macedo, R.; Duarte, A. M., ‘The inevitable subjective nature of conservation: psychological insights on the process of decision-making’, in ICOM-CC 17th Triennial Meeting Preprints, Melbourne 15-19 September 2014, ed. J. Bridgland, International Council of Museums, Paris (2014).

17 Vieira, A. B. ‘Ser pós moderno entre o Frágil e o ACARTE’, Revista Punkto. (2016), http://www.revistapunkto.com/2014/09/ser-pos-moderno-entre-o-fragil-e-o_45.html (acesso em 2016-10-24).

18 Lepecki, A., ‘The body as archive: will to re-enact and the afterlives of dances’, Dance Research Journal 42(2) (2010) 28-48.

19 Taylor, D., The Archive and the Repertoire: Performing Cultural Memory in the Americas, Duke University Press, Durham (2003).

20 Taylor, D., ‘Performance and intangible cultural heritage’, in The Cambridge Companion to Performance Studies, ed. T. C. Davis, Cambridge University Press, New York (2009) 91-104.

Endereço persistente: https://doi.org/10.14568/cp2016042


< Anterior Seguinte >
ARP | Associação Profissional de Conservadores-Restauradores de Portugal