| Conservar Património |
English version
Conservar Património,
n.º 1, 2005,
pp. 21-32

 

< Anterior Seguinte >

Caracterização de argamassas do conjunto nonumental do castelo de Viana do Alentejo

António Santos Silva
Laboratório Nacional de Engenharia Civil
ssilva@lnec.pt

António Estêvão Candeias
Universidade de Évora, Centro de Química de Évora
candeias@uevora.pt

Ana Cristina Pais
Instituto Português do Património Arquitectónico
acpais@ippar.pt

Pedro Miguel Nogueira
Universidade de Évora, Departamento de Geociências
pmn@uevora.pt

Resumo

No âmbito de uma colaboração entre o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, a Universidade de Évora e o Instituto Português do Património Arquitectónico, estudaram-se algumas argamassas do conjunto monumental do Castelo de Viana do Alentejo, com vista a servir de suporte técnico e científico nos trabalhos de conservação/recuperação em curso no monumento. Este estudo consistiu na caracterização microquímica e minero-petrográfica das argamassas recolhidas na Igreja da Misericórdia e na Igreja Matriz recorrendo às técnicas de difracção de raios X (XRD), análise termogravimétrica e térmica diferencial (TG-DTA), microscopia electrónica de varrimento acoplada a espectroscopia de raios X dispersiva de energia (SEM-EDS) e microscopia óptica. Os resultados permitiram verificar que as argamassas antigas existentes são de cal aérea e que na sua formulação foram utilizados dois tipos de agregados distintos. Por um lado, agregados de composição muito uniforme, idêntica à dos granodioritos da região e compostos essencialmente por feldspatos, quartzo e biotite e, por outro, agregados de composição heterogénea compostos por minerais de origem magmática (quartzo e feldspato) e rochas metamórficas (xistos e calcário), provavelmente provenientes de areia de rio. Não se detectou a existência de pozolanas. Pela análise dos resultados foi possível reconstituir o traço actual das argamassas existentes.

Palavras-chave

Argamassas antigas; Difracção de raios X; Análise térmica; Microscopia electrónica de varrimento; Microscopia óptica.

Idioma

Português

Material adicional

Figuras (426 KB)

< Anterior Seguinte >
ARP | Associação Profissional de Conservadores-Restauradores de Portugal