Versão em português
N.º 27
2018
pp. 37-48

 

< Previous Next >

Article
Preparing the image: ground layers in Portuguese painting of 15th and 16th centuries – engraving and preparation

Vanessa Antunes1,2,, Vítor Serrão1 , João Coroado3,4 , Maria Luísa Carvalho2 

1 ARTIS – Instituto de História da Arte da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Alameda da Universidade, 1600-214 Lisboa, Portugal

2 LIBPhys-UNL, Laboratório de Instrumentação, Engenharia Biomédica e Física da Radiação, Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade Nova de Lisboa, 2829-516 Caparica, Portugal

3 Instituto Politécnico de Tomar, Estrada da Serra, 2300-313 Tomar, Portugal

4 GeoBioTec – Geobiociências, Geotecnologias e Geo-engenharias, Universidade de Aveiro , Campus Universitário de Santiago, 3810-193 Aveiro, Portugal

* vanessahantunes@gmail.com

Abstract

The study of the ground layers in ancient painting covers different aspects of its production stages. One of the phases, which we will explore in this text, is the adequacy of the ground layer to receive the drawing. With this aim we made an approach to the type of drawing found in some of the works studied by identifying certain technical issues established in prints from metal engraving technique, with Northern European influences. Ground layers are mostly composed of calcium sulfate, mainly anhydrite in the case of gesso grosso, with addition of calcium carbonate grains in order to smooth the surface of the drawing and painting, or dihydrated gypsum, gesso mate or “gesso sottile”, which alone provides the ideal smoothness and fineness to receive the minutia of the drawn details.

Keywords

Ground layer
Anhydrite
Calcium carbonate
Portuguese painting

Language

Portuguese

Original title

Preparar a imagem: as camadas de preparação na pintura portuguesa dos séculos XV-XVI – a gravura e a preparação

DOI

10.14568/cp2016032

Download

PDF

Download citation

RIS | Endnote

Citation

Conservar Património | APA | Chicago | NP405 | ABNT

Conservar Património:
Antunes, V.; Serrão, V.; Coroado, J.; Carvalho, M. L., 'Preparar a imagem: as camadas de preparação na pintura portuguesa dos séculos XV-XVI – a gravura e a preparação', Conservar Património 27 (2018) 37-48, https://doi.org/10.14568/cp2016032.

APA:
Antunes, V., Serrão, V., Coroado, J., & Carvalho, M. L. (2018). Preparar a imagem: as camadas de preparação na pintura portuguesa dos séculos XV-XVI – a gravura e a preparação. Conservar Património, 27 37-48. DOI:10.14568/cp2016032.

Chicago:
Antunes, Vanessa, Vítor Serrão, João Coroado, and Maria Luísa Carvalho. 2018. "Preparar a imagem: as camadas de preparação na pintura portuguesa dos séculos XV-XVI – a gravura e a preparação." Conservar Património 27:37-48. doi:10.14568/cp2016032.

NP405:
ANTUNES, Vanessa [et al.] – Preparar a imagem: as camadas de preparação na pintura portuguesa dos séculos XV-XVI – a gravura e a preparação. Conservar Património. [Em linha]. 27 (2018) 37-48 [Consult. ]. Disponível em WWW: <URL:https://doi.org/10.14568/cp2016032>. ISSN 21829942.

ABNT:
ANTUNES, Vanessa et al. Preparar a imagem: as camadas de preparação na pintura portuguesa dos séculos XV-XVI – a gravura e a preparação. Conservar Património, Lisboa, v. 27, p. 37-48, 2018. Disponível em: <https://doi.org/10.14568/cp2016032>. Acesso em: .

History

Received: 2016-11-30
Revised: 2017-2-28
Accepted: 2017-4-6
Online: 2017-4-28

References

1 Pacheco, J., A Divina Arte Negra e o Livro Português: Séculos XV e XVI, Vega, Lisboa (1988).

2 Batoréo, M., Os “Primitivos Portugueses” e a Gravura do Norte da Europa – A Utilização Instrumental de Fontes Gráficas, Caleidoscópio, Lisboa (2011).

3 Serrão, V., O Maneirismo e o Estatuto Social dos Pintores Portugueses, Imprensa Nacional –Casa da Moeda, Lisboa (1983).

4 Baxandall, M., Painting and Experience in Fifteenth Century Italy: A Primer in the Social History of Pictorial Style, Oxford University Press, Oxford (1972).

5 Baxandall, M.; Delsaut, Y., L’Oeil du Quattrocento. L’Usage de la Peinture dans l’Italie de la Renaissance, Gallimard, Paris (1992).

6 Cabezas, L., El Dibujo Como Invención. Idear, Construir, Dibujar (En Torno al Pensamiento Gráfico de los Tracistas Españoles del Siglo XVI), Cátedra, Madrid (2008).

7 Holanda, F., Da Pintura Antiga, ed. J. F. Alves, Livros Horizonte, Lisboa (1984).

8 Trindade, A. D. O., ‘A recepção do modelo da perspectiva linear renascentista a norte e a oeste dos Alpes e um exemplo concreto no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa’, Arte Teoria 6 (2005) 51-73.

9 Medeiros, V., ‘Artesãos, humanistas e trading zones no reinado de D. Manuel I’, comunicação, Colóquio Mateus Fernandes e o Alvor da Modernidade, Mosteiro da Batalha (2016).

10 Campbell, L., ‘The art market in the Southern Netherlands in the fifteenth century’, Burlington Magazine 118 (1976) 188-198, http://www.jstor.org/stable/878374.

11 Serrão, V., ‘Fontes iconográficas da pintura do ciclo manuelino’, A Arte na Península Ibérica ao Tempo do Tratado de Tordesilhas, ed. P. Dias, CNCDP, Lisboa (1994) 433-447.

12 Serrão, V., ‘Fontes iconográficas da pintura “manuelina”: o papel da gravura franco-flamenga, alemã e italiana’, comunicação, VI Curso de Verão de História da Arte, Lisboa (1994).

13 Bevers, H., Meister E. S. Ein Oberrheinischer Kupferstecher der Spätgotik, Staatliche Graphische Sammlung, München (1986).

14 Markl, D., ‘Vasco Fernandes e a gravura do seu tempo’, in Grão Vasco e a Pintura Europeia do Renascimento, ed. F. F. Paulino, CNCDP, Lisboa (1992) 261-279.

15 Marques, A. H. O., ‘Alemães e impressores alemães no Portugal de finais do século XV’, in No Quinto Centenário da Vita Christi. Os Primeiros Impressores Alemães em Portugal, ed. Dias, J. J. A., Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro, Lisboa (1995) 11-14, http://purl.pt/23712.

16 Heitlinger, P., Alfabetos. Caligrafia e Tipografia, Dinalivro, Lisboa (2010).

17 Anselmo, A., Origens da Imprensa em Portugal, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa (1981).

18 Landau, D., Parshall, P., The Renaissance Print, 1470-1550, Yale University Press, New Haven – London (1994).

19 Iñiguez, D. A., ‘Schongauer en Portugal’, Archivo Español de Arte 17(64) (1944) 279.

20 Antunes, V., ‘Técnicas e materiais de preparação na pintura portuguesa dos séculos XV e XVI’, tese de doutoramento, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Lisboa (2014).

21 Serrão, V., ‘A propósito do Grão Vasco e do antigo retábulo da igreja matriz de Freixo de Espada-à-Cinta: notas de reflexão crítica e acerto autoral’, Revista CEPHIS 5 (2015) 455-485.

22 Serrão, V., Entre a maniera italiana e a tradição grão-vasquina: dinâmicas da pintura nas Beiras e no Nordeste português, circa 1560-1630, in Além de Grão Vasco. Pintura nas Beiras entre o Renascimento e a Contra-Reforma, ed. A. Ribeiro, Museu Nacional Grão Vasco, Viseu (2016) 45-69.

23 Shaw, C., ‘Um microcosmos de ouro e de lama’, in Sevilha, Século XVI. De Colombo a D. Quixote, entre a Europa e as Américas. O Coração e as Riquezas do Mundo, ed. H. Dougier & C. Araújo, Terramar, Lisboa (1992) 9-20.

24 Martins, J. V. P., Para a História da Cultura Portuguesa do Renascimento. A Iconografia do Livro Impresso em Portugal no Tempo de Dürer, Lysia, Lisboa (1972).

25 Bosse, A., Traicté des Manièr s de Graver en Taille Douce sur l’Airin, Paris (1645), https://archive.org/details/traictdesmaniere00boss (acesso em 2017-04-23).

26 Monteiro, P.; Cruz, A. J., ‘Breve Tratado de Iluminação composto por um religioso da Ordem de Cristo’, in The Materials of the Image. As Matérias da Imagem, ed. L. U. Afonso, Cátedra de Estudos Sefarditas «Alberto Benveniste» da Universidade de Lisboa, Lisboa (2010) 237-286, https://www.academia.edu/7268175/ (acesso em 2017-04-23).

27 Serrão, V., ‘Tratados de pintura, iluminura e caligrafia no maneirismo português entre Giraldo Fernandes de Prado (1561) e o anónimo autor do “Breve tractado de iluminaçam” (c. 1635)’, in Tratados de Arte em Portugal, ed. R. Moreira, A. D. Rodrigues, Scribe, Lisboa (2011) 73-88, https://www.academia.edu/6690107/ (acesso em 2017-04-23).

28 Ainsworth, M. W., ‘Diverse patterns pertaining to the crafts of painters or illuminators: Gerard David and the Bening workshop’, Master Drawings 41(3) (2003) 240-265, http://www.jstor.org/stable/1554622.

29 Serrão, V., A Pintura Maneirista em Portugal, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, Lisboa (1982), https://www.academia.edu/7993523/ (acesso em 2017-04-23).

30 Allcock, H., Heraldic Design: Its Origins, Ancient Forms and Modern Usage, Dover Publications, New York (2012).

31 Antunes, V.; Candeias, A.; Oliveira, M. J.; Lorena, M.; Seruya, A. I.; Carvalho, M. L.; Gil, M.; Mirão, J.; Coroado, J.; Gomes, V.; Serrão, V., ‘Calcium sulphate fillers and binders in Portuguese 15th and 16th centuries: ground layers from a family painting workshop – study by multianalytical spectroscopic techniques’, Microchemical Journal 125 (2016) 290-298, https://doi.org/10.1016/j.microc.2015.11.042.

32 Ávila Padrón, A., ‘Influencia de Rafael en la pintura española del siglo XVI a través de estampas’, Archivo Español de Arte 225 (1984) 58-88.

33 Ávila Padrón, A., ‘Influencia de Rafael en la pintura española del siglo XVI a través de los grabados’, in Rafael en España, Ministerio de Cultura, Madrid (1985) 43-85.

Stable url: https://doi.org/10.14568/cp2016032


< Previous Next >
ARP | Associação Profissional de Conservadores-Restauradores de Portugal